A meteorologia garantiu não apenas chuva, mas um temporal para sexta feira dia 15, a Noite da ND. Mais de um vídeo feito pelas empresas e entidades publicas de previsão do tempo circularam na internet pedindo que as pessoas ficassem em casa. O risco de temporais com raios durante a sexta seria enorme. Nada disso aconteceu.
Houve chuvas sim em varias regiões do estado, mas em Tarumã, não choveu. Na vizinha Gravataí, teve chuva em muitos bairros e em Tarumã tinha por do sol e moto treinando na pista para uma prova no final de semana. Sendo assim, a ND6 tinha de sair.
A partir das 6hs da tarde, quando começamos a acreditar que não choveria, os preparativos foram rapidamente implementados. A pista teve seus últimos retoques – fora pintada novamente durante a semana – e o VLU da Química LUXIS foi passado ate quase os 100mts. A cronometragem foi instalada pelo pessoal da Produpark, os testes foram feitos e as 8 da noite, tudo estava pronto para começar. Quase tudo… o pessoal que controla a pista atrasou por causa do seu jantar e não foi possível abrir o portão. A chuva também atrasou os pilotos, que as oito normalmente já estão ali, na boca do portão esperando, mas nesta sexta isso não aconteceu.
Com atraso ou não, os pilotos que são as principais figuras da festa começaram a chegar e antes das nove a pista já estava a pleno funcionamento. Como as inscrições já demonstravam, o nível médio dos carros é cada vez melhor. Não se trata de apenas um ou dois carros excepcionais e sim de um grupo de carros que são realmente velozes e estão evoluindo a cada prova. A diversidade modelos e preparações chama a atenção rapidamente a quem não esta acostumado as Noites do Desafio em Tarumã.
Desde o inicio, esta sexta em especial, mostrou uma característica que acabou por levar a uma das melhores disputas e competições que já ocorreram na ND. Não choveu, mas uma espécie de garoa fina, que deixava molhados os toldos das barracas e até os cabelos influía no desempenho na pista. E isso fez com que diferenças de até 0.5 (meio segundo) fossem “limadas” pelo bom desempenho dos pilotos que tiveram mais habilidade ou coragem para lidar com o problema.
As disputas foram ficando emboladas e quem conferir a lista de classificação vera justamente isso: tempos de pista diferentes entre os carros, mas tempos finais semelhantes (pista + reação) e um grande nivelamento. O público, mais uma vez deu mostra de seu carinho por Tarumã e pela arrancada. Desdenhou da chuva, das previsões e esteve lá enchendo a arquibancada e tapando com uma parede humana o muro dos boxes. Vibrou com as disputas e escolheu prefereridos.
A Associação Desafio entende e lamenta que boa parte do publico não possa ter ficado até o final pois a prova se estendeu demais. O publico de Tarumã e os pilotos merecem que trabalhemos com mais eficiência na próxima etapa.
Dificuldades técnicas deixaram o retorno dos carros muito lento e isso trouxe de volta a fila que não anda e os problemas de “furo” na ordem pelo impacientes. Este era um problema que aparentemente estava superado, mas voltou a ocorrer e teremos que dedicar mais esforço para superar na próxima etapa.

Uma marca desta ND, foi a visível melhora técnica dos carros. Já corriam mais de 5hs de prova e nenhum carro havia despejado óleo na pista. Era já um record extremamente positivo e se esfumaçou quando um competidor quebrou e derramou todo óleo do cambio do alinhamento até depois dos 201m. Foi uma pena.

Quarenta minutos foram gastos para limpar a pista que precisou ficar parada em seu momento de maior intensidade, justamente quando iniciaria o TOP16.

UM TOP – DOIS CAMPEÔES
Quem participou deste TOP16 poderá se lembrar para sempre dele como único. E assim vai ser, ele não se repetira jamais. Aconteceu nele uma coisa que sempre nos preocupou.
Como um piloto espera que um acidente em corrida nunca lhe aconteça, também nunca esperávamos ter um problema de cronometragem na final. É sempre necessário ter em conta que nem tudo sai como se quer ou mesmo como se prevê.
O fato é que este foi o TOP16 mais equilibrado e assim também o mais disputado dos últimos tempos. Ele será contado a seguir em outro tópico, com os detalhes, mas agora o mais importante é o seu final.
Dois carros se destacaram nesta etapa e estavam no topo da classificação: o fusca de Bráulio Rocha e o Chevette pilotado por Daniel Machado. Chegaram ao TOP com méritos e foram vencendo suas disputas contra carros com tempos mais baixos, mostrando determinação e eficiência, tudo que se espera em uma verdadeira drag race. Quem estava ali fora, resistindo ao adiantado da hora e na pista, viam, a cada vitória dos dois que sua empolgação crescia.

Chevette tubarão AP turbo de Daniel Machado - direto para a final em sua primeira participação na Noite do Desafio
A final era deles.

Equipe do Fusca AP turbo #33 de Bráulio Rocha, piloto de Viamão finalista do TOP16
Jogo de intimidação já no alinhamento – os dois querem vencer e não escondem – e quando cai o pinheirinho, vantagem pro Fusca, que sai de lado, Bráulio não se intimida e segue de pé embaixo. O Chevette sai um pouco atras, mas vai pra cima e recupera. Tarumã é um “calombo” e os carros vão desaparecendo dentro da noite e os olhos estão fixos no pinheirinho… e ele falhou!
Erros acontecem e este foi nosso.
A final foi apertada, Os dois tem convicção de que venceram. Não restou alternativa mais justa do que dividir o dinheiro do premio e declarar os dois campeões da ND6. A prova onde só um pode vencer, teve sua exceção a regra e ficou com dois vencedores, que sem duvida mereceram.
Também por respeito aos pilotos e por reconhecer que uma vitória é uma vitória, que não pode ser repetida , decidimos entregar aos dois o troféu “bielinha”, escultura billet, feita pela SmartTech.
Só vai demorar uns dias, por que, sendo exclusivo, vai precisar ser fabricado.
Fique ligado – resultados do campeonato, vencedores das classes de tempo, vídeos e cobertura completa do TOP16 em breve.