Fabrício Chicon foi o campeão do quinto campeonato da AD.
No ano mais “rápido” da AD, o piloto da equipe 1PR Schultz foi o mais constante durante a temporada. Venceu por uma margem pequena, como deve ser em um campeonato disputado.
Na última etapa, disputava lado a lado com Bráulio (Fusca Turbo) e Igor Drawanz (Dodge V8), e levou o título graças a vitória na 7,5s.
As modificações aprontadas no Tubarão para a última etapa se mostraram muito eficientes, o auto foi rápido e constante durante todo o dia. O momento mais marcante foi quando cravou um 7,0 contra o Eclipse dos irmãos Andreis nas quartas do TOP16, eliminando o oponente.
Fabrício tem 34 anos e é sócio proprietário da empresa Free Networks, que oferece soluções em Telecom.
Adquiriu o Chevette em 2010. O carro já era turbo, com diferencial Dana 44 e uma boa aparência. A primeira providência foi desmontar a mecânica para uma revisão.
Na época, levaram o carro no dino. Marcou 250cv na roda, utilizando 2,5kg de pressão, com o escapamento completo e o cabeçote original.
Depois disto Fabrício e a equipe começaram a trabalhar para transformar o Chevette azul em um carro de ponta.
Primeiro os itens de segurança – gaiola de proteção, banco concha, cinto de quatro pontas, linha de combustível com mangueiras Aeroquip e conexões FTX.
Fabrício conta que toda preparação é feita pelo pessoal da 1PR Schultz Motorsports, e a decisão do que, como e quando vai ser feito é tomada em equipe, baseada no tempo e na verba disponível.
Para quem tem dúvida, Fabrício não guarda nenhum segredo sobre o que básicamente é a preparação do motor do Chevette – bloco original com pistões maiores que elevam a cilindrada para aproximadamente 1700cc, pistão e biela forjados, turbina Holset HX40, injeção FuelTech, oito bicos injetores, cabeçote de Chevette 1.4 preparado pela 1PR e Pestana Racing, bomba e dosador de combustível ProComp, watercooler, câmbio de Dodge 4 marchas e diferencial Dana 44.
O carro roda com uma mistura de metanol e gasolina pódium, e nesta configuração rendeu bons 360cv na roda, no dino da Power Up.
Fabrício sempre acelerou com pneus de competição, da marca Hoosier. Mas o seu carro brilhou mesmo na última etapa de 2011, com a instalação do câmbio de Dodge. Antes disto, Fabrício já havia quebrado oito caixas originais de Chevette.
Com o carro cada vez mais rápido, é natural que ele fique um pouco mais arisco, mas a habilidade vem crescendo de acordo com a performance do carro, com o tempo e a prática. A última ND, com a pista limpa, quente e bem tratada, foi o conjunto perfeito para levar o auto para o tempo de 7,0s nos 201m de Tarumã.
Na lista de todos que ajudaram a construir o Chevette, Fabrício coloca sua mulher no topo: “…por ajudar com a verba e o tempo necessários para a montagem do Chevette.”
Em seguida, a sua equipe, para ele a família 1PR Schultz, em especial o Paulinho e o Leandro, pois sem eles nada disto seria possível.
E ele não esquece de seu sócio, Giovani Cusinato, que o apoiou mesmo tendo de passar alguns momentos longe da empresa durante a temporada.
Para ganhar o campeonato da Associação Desafio, não basta para um carro ser rápido, ele precisa ser consistente. Não pode quebrar ou apresentar muitas perfomances ruins e apenas algumas boas.
O piloto tem que ser igualmente consistente. Não adianta um equipamento de ponta se o piloto queima uma arrancada. Uma simples queima tira pontos que são importantíssimos na soma final.
Por isto, o campeão do campeonato da AD não é apenas mais um piloto e seu carro, é o piloto e o carro mais consistente, o conjunto mais forte e constante entre centenas de outros que participaram das provas durante o ano.
O campeão de 2010, foi Alexandre Kroeff (Maverick V8), e ele passa o título para a equipe 1PR, com certeza a equipe mais reconhecida das ND em Tarumã.
Parabéns Fabrício Chicon, parabéns 1PR!










