“Lá vem o Dodge!”
“Olha o Dodge,olha o Dodge!”
“Agora é o Dojão!”.
Se você foi na primeira etapa do campeonato da AD, certamente ouviu comentários como estes. Toda vez que o piloto Diego Jones dos Reis vem para o alinhamento com seu Charge R/T, a arquibancada começa a pipocar. Todos querem ver o desempenho do carro.
E não é pra menos, Diego é um dos destaques e só não lidera o campeonato devido uma queimada de 0.001s.
Conversamos com o piloto e descobrimos que tudo começou com uma mudança!
Associação Desafio:Como começou tua historia com esse Dodge?
Diego Jones dos Reis: A História com o atual Dodge começou na verdade com o meu primeiro carro, que também foi um Dodge. Era um Dodge Magnum 1979. Eu encontrei esse Dodge Magnum quando fui ajudar a fazer a mudança de residência de minha namorada. O carro estava no estacionamento dos apartamentos completamente empoeirado. Da pra se dizer que foi amor a primeira vista. Acabei comprando o carro no dia 12/06/2004.
Depois de comprar o carro, comecei a freqüentar alguns encontros de carros antigos e fazer vários amigos no meio. Mas o sonho era ter o cobiçado Dodge Charger R/T. Então comecei a procurar pela internet ou por indicação de amigos. Mas foi pela internet mesmo que encontrei o carro. Ele tinha acabado de sair de uma restauração. Estava sem vidros, interior, detalhes e acabamentos. Mas estava com toda mecânica montada. Então fiz uma proposta de troca. Meu Dodge Magnum impecável, funcionando perfeito pelo Charger R/T desmontado. Negócio fechado! Dia 26/02/2005 começou minha história com esse carro.
Depois da compra foram mais oito meses de trabalho para deixá-lo montado todo original. Foi um período de aprendizado em mecânica, (faculdade dodgistica) e também de conhecer grandes amigos que cativo até hoje como o Diego Zottis do Camaro vermelho, Igor Drawanz do Dodge Verde, Luciano Sehnem do Chevelle azul e o Carlos Eduardo da Mecânica Craft Car, entre outros tantos que me ajudaram ou incentivaram.
Dodge de DJR no box da reta de Tarumã - foto de Orlei Jr.
AD: E as arrancadas, surgiram como na tua vida?
DJR: As arrancadas surgiram meio que automático pra mim. Quando ainda tinha o Dodge Magnum, o Diego Zottis ficava “botando pilha” pra gente fazer um brincadeira do Dodge VS Camaro. Pronto, da pra se dizer que depois da primeira arrancada fui contaminado pelo espírito “Drag Racer”. Depois disso comprei o Charger R/T e fui comprando as peças de performance aos poucos. Muitos amigos brincavam comigo dizendo que eu tinha o “Armário mais rápido de Gravataí”.
AD: O desempenho do carro e o êxito na competição foi uma surpresa para ti?
DJR: O desempenho do carro não é surpresa pra mim. Desde motor, câmbio, diferencial, pneus, rodas, e até o acerto de suspensão do carro. São mais de quatro anos de trabalho árduo em cima. Foi uma evolução gradativa até o estágio que se encontra hoje. Não foi fácil!
O êxito na competição sim é uma surpresa pra mim. Não tem como prever que um carro todo montado, que vai rodando até o autódromo e que pesa mais de 1500Kg teria chance de se classificar com o terceiro melhor tempo da noite. Quando começaram a chamar os tempos do maior para o menor e chegou ali pelo oitavo tempo e não falaram meu nome pensei: “Me Ralei, to fora do TOP16”.
A melhor reação da noite salvou o campeonato pra mim. Se não fosse ela estaria lá em baixo, pois queimei uma. O mais curioso é que a melhor reação foi de +00.001s. E a minha queimada foi de -00.001s. Eu poderia ganhar um bônus pela melhor queimada também não acha? hahahaha
AD: Qual a preparação do Dodge e qual os próximos upgrades?
DJR: O motor do Dodge é o original V8 naturalmente aspirado. Teve upgrades de comando, admissão, cabeçotes, carburação, ignição e escapes. Nos motores V8 costumamos dizer que é muito fácil ganhar e perder HP. Então a receita da preparação tem que estar bem casada. Nem sempre o maior é melhor! O carro tem o câmbio automático original Torqueflite A-904 e Diferencial Dana44. Na suspensão traseira a receita é caseira. São as barras de tração Caltracs feitas por mim mesmo. Hoje o Camaro do Zottis e o Dodge do Igor Drawanz utilizam os mesmo modelos de barras.
Quanto aos próximos upgrades, vou seguir trabalhando no acerto do atual conjunto. Pretendo melhorar cabeçotes e escape do carro. Mas esse é um upgrade a longo prazo. Acredito que não faça este ano.
AD: Qual a meta de tempo para o Dodge?
DJR: A meta de tempo para o carro é entrar na casa dos 7s. Da pra se dizer que estou perto da meta. Sendo que na ND6 consegui o tempo de 8.0s. Essa semana que vai anteceder a ND7 vai ser de trabalho pra mim. hehehehe…
Na madrugada de sábado para domingo os 16 melhores carros e pilotos da ND2 se reúniram no inicio da reta de 201m do autódromo de Tarumã para definir quem seria o grande vencedor da competição.
Como já é tradicional, alguns carros não conseguiram chegar funcionando até o fim da noite, tendo que ceder o lugar para o próximo na lista. Este tipo de competição acaba selecionando os mais rápidos e mais constantes.
Com o número limitado de inscritos e com a cronometragem da Produpark, as classicatórias foram mais organizadas do que na ND1, acabando mais de uma hora mais cedo.
Se na ND1 a qualidade dos carros foi uma surpresa, esperávamos manter este nível na ND2, e a premiação em dinheiro era o combustível para isto. E não deu outra – o melhor grid de 16 carros já formados até hoje, com direito a quebra de recorde dentro da competição.
A premiação funcionou da seguinte maneira: cada vitória dentro da competição levou R$ 100,00, na hora. A vitória na final levou R$ 300,00.
Como disse o anúncio da rádio para a ND2: turbo, nitro, v8 e aspirado. Tinha para todos os gostos, e o torcedor, desde o leigo até o mais especializado, pode se identificar e torcer por algum dos participantes.
A disputa começou assim:
O belo Camaro vermelho novamente estava presente nas oitavas de final do TOP16, desta vez com um tempo melhor do que da ND1. Pista tratada, cronometragem apurada e uma clara evolução dos pilotos em relação a compreensão do grip da pista baixaram os tempos de praticamente todos os participantes.
Diego Zottis não foi diferente e chegou perto dos 8s em 201m com o V8 de 283 polegadas, que não usa pneus especiais de arrancada e tem preparação aspirada.
Mas a vitória foi tranquila de Paulo Rebelo, finalista e segundo colocado na ND1. Ganhou 100 reais e seguiu para as quartas.
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O segundo acelera eliminatório das oitavas de final foi:
O Gol de arrancada de Rodrigo Kingeski classificou-se acelerando na casa dos 8s para o TOP16. Porém, enfrentou o 5° colocado na classificação, Bruno Pianca, que mostrou evolução desde a ND1 e marcou tempo na casa dos 7s.
O Fusca AP Turbo prateado de Bruno foi um dos cinco carros a marcar os 60 pés dentro da casa dos 1,9 segundos nas classificatórias, uma boa marca na reta em aclive de Tarumã.
Segue Bruno para as quartas, com 100 reais no bolso.
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O terceiro acelera eliminatório das oitavas de final foi:
Dois competidores que desceram a serra gaúcha se enfrentaram nas oitavas.
Douglas Carbonera trouxe o seu famoso Opala SS laranja aspirado. Com os pneus de competição o Opala não decepcionou na classificatória e fez 7.9s nos 201m, suficiente para classificar o piloto em quarto colocado.
Seu oponente, Rodrigo Pulita, veio com seu belo Dart branco, calçado com pneu M/T, empurrado por um forte motor v8 e um kit NOS.
Confiram o vídeo do acelera abaixo:
Melhor para o Opala, que venceu a acirrada disputa na pista. Porém problemas mecânicos impossibilitaram que o Opala fosse adiante na competição. Pela regra de quebra o Dodge poderia assumir a sua posição nas quartas.
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O quarto acelera eliminatório das oitavas de final foi:
Este acelera sempre é o mais disputado – o oitavo e o nono classificados são os que tem os tempos mais próximos um do outro. Os carros pouco similares, porém compartilhando a mesma mecânica – AP Turbo.
O Professor Fontes, vencedor do TOP16 da ND1 tinha um tempo total mais baixo e escolheu a pista de cima.
“Passarinho”, ficou na pista do muro. O piloto do Fusca preto melhorou o visual do auto desde a ND1, agora com uma asa traseira sobre o motor e uma sinaleira.
Fontes, apesar de não caprichar na reação, pega na veia e coloca o Gol nos 7,9s, primeiro carro tração dianteira da AD a andar nos sete em Tarumã. Também, o único do dia.
Vence, coloca R$100 no bolso e segue para as quartas, onde deveria enfrentar o Opala de Carbonera. Problemas mecânicos no carro do oponente garantiram vitória por W.O. para Fontes, que com mais R$100 na carteira tem caminho livre até a semi-final.
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O quinto acelera eliminatório das oitavas de final foi:
Um dos carros favoritos do público aparece novamente entre os 16 melhores. Classificado em 3°, Alexandre Kroeff traz seu Maverick branco para o alinhamento. O auto, que parece saído direto de uma arrancada americana impressiona o público com o seu visual, som e performance…e é claro, os burnouts.
O seu oponente nas Oitavas é o impecável Chevrolet Malibu azul de Luciano Senhem, que sem os pneus Hoosier não conseguiu fazer frente ao V8 Ford.
Melhor para Kroeff, que ganha R$100 e segue para as quartas de final.
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O sexto acelera eliminatório das oitavas de final foi:
Gustavo, que se classificou para o TOP16 da ND1 e acelerou mesmo com problemas mecânicos no pequeno Fiat, desta vez fez a lição de casa e trouxe o carro no ponto certo. O auto marcou tempo nas classificatórias na casa dos 8,2s.
Seu oponente, Johelmar Brum, pela primeira vez acelerou em um TOP16. O excelente Gol era um dos poucos dentro do TOP16 sem pneus de arrancada.
Porém, o piloto teve alguma dificuldade que acabou prejudicando sua saída, o que garantiu a vitória tranquila do 147:
Segue Gustavo Stock e o Fiat 147 branco para as quartas de final, com R$100 de premiação.
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O sétimo acelera eliminatório das oitavas de final foi:
O Chevette Hatch AP Turbo preto que acelerou na ND1 voltou com mais força na ND2. O piloto Alex Machado e seu pai comandavam a equipe do auto que marcou tempo de 7.9s nas classificatórias.
O seu oponente nas oitavas é o lindo Passat Pointer vermelho de Gilberto Quadros, preparado pela Overboost. O auto calçado com um par de pneu M/T na dianteira marcou tempo de 8.6s nas classificatórias.
Na hora do rolo, os carros que contam com a mesma mecânica apresentavam um som bem diferente um do outro, mostrando diferenças na preparação.
Problemas ao engrenar a primeira marcha no Passat garantem uma vitória tranquila ao Chevette de Alex Machado, que passa para as quartas de final com R$ 100.
Nas quartas, Alex enfrentaria o Eclipse GSX dos irmãos Andreis. Porém problemas mecânicos no Eclipse deixaram o caminho de Alex livre até a semi-final, e com isto, ganhou mais R$ 100,00 pela vitória por W.O.
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O oitavo acelera eliminatório das oitavas de final foi:
A equipe GSX voltou ao TOP16 classificando o carro de Rafael Andreis com o tempo de 7,7s de pista somados a .771 de reação, o que colocou o piloto em sexto.
Cotados como um dos favoritos, enfrentaram o Gol Turbo de Dionatan Cantarelli, que marcou tempos de 8.6s nas classificatórias.
O piloto do Gol teve uma reação melhor, mas o Eclipse pulou na frente na saída, o que deve ter tirado a concentração do Dionatan que não conseguiu repetir o tempo das classificatórias.
O Eclipse assumiu a frente e venceu a corrida com o tempo total de 8,7s, mas problemas mecânicos no auto impediram a equipe de prosseguir na competição.
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Quartas de final:
Com dois dos classificados fora de combate nas quartas, a disputa na pista ficou entre Paulo Rebelo x Bruno Pianca e Alexandre Kroeff x Gustavo Stock.
Bruno teve problemas no carro logo na arrancada, o que acabou facilitando a vida de Paulo Rebelo, que ganhou mais R$100 e se classificou para a semi-final.
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O outro acelera eliminatório das quartas foi:
Dois favoritos do público se enfrentaram na pista. Com preparações completamente diferentes, os números indicavam que Kroeff era favorito com o Maverick.
A disputa, no vídeo abaixo:
Melhor para o V8, que garante mais R$ 100 para Kroeff e uma vaga na semi-final.
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Semi-final:
A semi-final pegou fogo na pista, com direito a quebra de recorde e disputa sendo decidida nos 50m finais.
Na ND1 este duelo aconteceu na final, e quem levou a melhor na ocasião foi o professor Sérgio Fontes, faturando o primeiro TOP16 realizado em Tarumã.
Agora na ND2, além da experiência, o bi-campeão Fontes tinha acabado de marcar o seu recorde em Tarumã, entrando na casa dos sete.
Porém Paulo Rebelo não estava disposto a perder novamente, e vinha das quartas com o tempo de 7,2s de pista.
Mas esta competição não requer apenas bons tempos na pista, requer um carro constante e um piloto com boas reações.
Os dois meses desde o último confronto deixaram Paulo afiado, os 0,072 segundos de reação precederam o novo recorde da AD para 201m: 6,898 de tempo de pista.
Uma vitória fulminante para Paulo, que segue com confiança para a final, com mais R$100,00 no bolso.
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O outro acelera da semi-final foi:
Ambos carros tinham o melhor tempo de 7,9s de pista. Kroeff, que vinha de um tempo mais baixo, escolheu a pista de cima. Alex Machado deu uma vacilada, mas logo foi para a pista do muro e preparou o Chevette.
Vejam no vídeo o resultado:
Como disse o experiente narrador Perna – custou a vitória. Alex Machado pulou na frente na reação, mas o Maverick chegou a ultrapassar de segunda. Ao colocar a terceira, a vitória foi para o Chevette, que recuperou a frente no erro do adversário.
Mais R$100 para Alex e a final contra Paulo Rebelo.
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FINAL:
Pela primeira vez no TOP16 os oponentes da final tem o mesmo carro. E a maior coincidência – ambos AP Turbo. Se a final só de Chevette foi uma surpresa para muitos, não foi para Paulo e sua equipe, que trabalharam forte no acerto do carro nas semanas antes da competição.
Alex, que não chegou a entrar no TOP16 da ND1, estreou com sorte, mas os seus tempos mostram que o equipamento tem o que precisa.
Vídeo da final, que valeu mais R$ 300,00 ao vencedor e mais R$100,00 ao segundo colocado:
Alex foi para o tudo ou nada e acabou queimando a reação, entregando a vitória para Paulo, que não tirou o pé e fez mais uma arrancada de deixar o pessoal de cabelo em pé na beira da pista. Não conseguiu repetir o melhor tempo, o Chevette acabou tendo um problema de junta segundo a equipe.
Vitória merecida de Paulo e equipe, que levaram R$700,00 para casa de premiação, um troféu especial do Racha Tarumã e a tradicional biela de alumínio, usinada em torno CNC pela SMARTTECH, desta vez anodizada em dourado.
Confiram quanto cada piloto levou de premiação para casa no TOP16:
Alex Machado, R$ 400,00.
Alexandre Kroeff, R$ 200,00.
Sérgio Fontes, R$ 200,00.
Gustavo Stock, R$ 100,00.
Rafael Andreis, R$ 100,00.
Bruno Pianca, R$ 100,00.
Para conferir todos os vídeos do TOP16 em sequência, basta clicar neste link do playlist:
A Associação Desafio agradece a todos os participantes do evento, que tiraram os carros das garagens e oficinas e colocaram para derreter na pista.
Agradece a presença em massa do público pela segunda vez consecutiva, que mesmo em uma noite fria (menos de 10c°) lotou o autódromo – novo recorde de público no ano de 2010.
Agradece ao Autódromo de Tarumã, principalmente Márcio Pimentel e sua equipe por abrir as portas para a AD e permitir que todas estas disputas aconteçam.
As fotos utilizadas nesta matéria foram feitas pelo fotógrafo Igor Terres, e os vídeos por Adriana Sugimoto e Rita Queiroz.
Obrigado a todos da equipe da AD que trabalharam para que este evento fosse um sucesso.
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Em breve uma cobertura da ND2, com os vencedores de classe de tempo, números, vídeos, classificação do campeonato e mais.