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Dodge CHARGER R/T- DJR

17 de July de 2011

“Lá vem o Dodge!”
“Olha o Dodge,olha o Dodge!”
“Agora é o Dojão!”.

Se você foi na primeira etapa do campeonato da AD, certamente ouviu comentários como estes. Toda vez que o piloto Diego Jones dos Reis vem para o alinhamento com seu Charge R/T, a arquibancada começa a pipocar. Todos querem ver o desempenho do carro.
E não é pra menos, Diego é um dos destaques e só não lidera o campeonato devido uma queimada de 0.001s.

Conversamos com o piloto e descobrimos que tudo começou com uma mudança!

Associação Desafio: Como começou tua historia com esse Dodge?

Diego Jones dos Reis: A História com o atual Dodge começou na verdade com o meu primeiro carro, que também foi um Dodge. Era um Dodge Magnum 1979. Eu encontrei esse Dodge Magnum quando fui ajudar a fazer a mudança de residência de minha namorada. O carro estava no estacionamento dos apartamentos completamente empoeirado. Da pra se dizer que foi amor a primeira vista. Acabei comprando o carro no dia 12/06/2004.

Depois de comprar o carro, comecei a freqüentar alguns encontros de carros antigos e fazer vários amigos no meio. Mas o sonho era ter o cobiçado Dodge Charger R/T. Então comecei a procurar pela internet ou por indicação de amigos. Mas foi pela internet mesmo que encontrei o carro. Ele tinha acabado de sair de uma restauração. Estava sem vidros, interior, detalhes e acabamentos. Mas estava com toda mecânica montada. Então fiz uma proposta de troca. Meu Dodge Magnum impecável, funcionando perfeito pelo Charger R/T desmontado. Negócio fechado! Dia 26/02/2005 começou minha história com esse carro.

Depois da compra foram mais oito meses de trabalho para deixá-lo montado todo original. Foi um período de aprendizado em mecânica, (faculdade dodgistica) e também de conhecer grandes amigos que cativo até hoje como o Diego Zottis do Camaro vermelho, Igor Drawanz do Dodge Verde, Luciano Sehnem do Chevelle azul e o Carlos Eduardo da Mecânica Craft Car, entre outros tantos que me ajudaram ou incentivaram.

Dodge de DJR no box da reta de Tarumã - foto de Orlei Jr.

AD: E as arrancadas, surgiram como na tua vida?

DJR: As arrancadas surgiram meio que automático pra mim. Quando ainda tinha o Dodge Magnum, o Diego Zottis ficava “botando pilha” pra gente fazer um brincadeira do Dodge VS Camaro. Pronto, da pra se dizer que depois da primeira arrancada fui contaminado pelo espírito “Drag Racer”. Depois disso comprei o Charger R/T e fui comprando as peças de performance aos poucos. Muitos amigos brincavam comigo dizendo que eu tinha o “Armário mais rápido de Gravataí”.

AD: O desempenho do carro e o êxito na competição foi uma surpresa para ti?

DJR: O desempenho do carro não é surpresa pra mim. Desde motor, câmbio, diferencial, pneus, rodas, e até o acerto de suspensão do carro. São mais de quatro anos de trabalho árduo em cima. Foi uma evolução gradativa até o estágio que se encontra hoje. Não foi fácil!

O êxito na competição sim é uma surpresa pra mim. Não tem como prever que um carro todo montado, que vai rodando até o autódromo e que pesa mais de 1500Kg teria chance de se classificar com o terceiro melhor tempo da noite. Quando começaram a chamar os tempos do maior para o menor e chegou ali pelo oitavo tempo e não falaram meu nome pensei: “Me Ralei, to fora do TOP16”.

A melhor reação da noite salvou o campeonato pra mim. Se não fosse ela estaria lá em baixo, pois queimei uma. O mais curioso é que a melhor reação foi de +00.001s. E a minha queimada foi de -00.001s. Eu poderia ganhar um bônus pela melhor queimada também não acha? hahahaha

AD: Qual a preparação do Dodge e qual os próximos upgrades?

DJR: O motor do Dodge é o original V8 naturalmente aspirado. Teve upgrades de comando, admissão, cabeçotes, carburação, ignição e escapes. Nos motores V8 costumamos dizer que é muito fácil ganhar e perder HP. Então a receita da preparação tem que estar bem casada. Nem sempre o maior é melhor! O carro tem o câmbio automático original Torqueflite A-904 e Diferencial Dana44. Na suspensão traseira a receita é caseira. São as barras de tração Caltracs feitas por mim mesmo. Hoje o Camaro do Zottis e o Dodge do Igor Drawanz utilizam os mesmo modelos de barras.

Quanto aos próximos upgrades, vou seguir trabalhando no acerto do atual conjunto. Pretendo melhorar cabeçotes e escape do carro. Mas esse é um upgrade a longo prazo. Acredito que não faça este ano.

AD: Qual a meta de tempo para o Dodge?

DJR: A meta de tempo para o carro é entrar na casa dos 7s. Da pra se dizer que estou perto da meta. Sendo que na ND6 consegui o tempo de 8.0s. Essa semana que vai anteceder a ND7 vai ser de trabalho pra mim. hehehehe…

 

*JKR

Fusca Turbo do Bráulio

14 de June de 2011

Semana passada foi publicado no site da AD uma pequena matéria sobre o Chevette Tubarão de Daniel e Alex, um dos protagonistas da final da ND6.

Esta semana, vamos falar do outro finalista, o Fusca prateado AP Turbo pilotado por Bráulio.

Muitos já conhecem este auto, é uma figura carimbada nas sextas de Tarumã. Já havia obtido um certo sucesso em edições passadas da ND, porém nunca tinha chego a final.

Bráulio Rocha e Bruno Pianca se uniram na montagem do Fusca fazem mais de quatro anos. Inicialmente, o carro não tinha condições de rodar, estava desmontado. Então a dupla partiu para um trabalho de reconstrução – suspensão, funilaria, pintura e por último o motor.

Ao olhar estas fotos, o pessoal pode achar que a dupla é formada por mecânicos profissionais. Mas não, na verdade Bráulio trabalha no comércio de rodas e pneus, enquanto Bruno (que estuda Engenharia Agrícola) é um metalúrgico.

Segundo eles a preparação é feita toda em casa, e as dificuldades geradas pela falta de experiência na área, são compensadas pela persistência, o que acaba sempre trazendo bons resultados.

A escolha do motor AP foi uma questão simples – o auto era legalizado com este motor, o que deu um empurrão para a idéia. Mas a dupla diz que seria a escolha mais lógica de qualquer forma, por causa do custo benefício.

Segundo Bruno, a preparação do carro é simples: o motor é 2 litros e o cabeçote é original com comando 049g. A turbina é uma 48/50, que manda pressão para os cilindros através de uma clássica weber 40. Na transmissão, o câmbio é montado com engrenagens forjadas.

A equipe de um dos últimos carros carburados que obtém sucesso na AD é formado apenas pelos dois amigos, Bráulio e Bruno, porém em dia de corrida os amigos se juntam a eles, sempre que possível.

Sobre a participação do Fusca no último TOP16, Bruno garante que apesar de saber que a competição não é fácil, sempre trabalharam almejando a vitória, portanto para eles não foi nenhum surpresa o resultado positivo obtido na ND6.

Para seguir com bons resultados, as únicas modificações no Fusca devem ser alimentação e acerto para as próximas etapas.


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