Quem esteve em Tarumã na Noite do Desafio 3 acompanhou a disputa mais feroz pela vitória já presenciada em competições da Associação Desafio.
Alguns poderiam apostar em uma noite fraca, após três adiamentos consecutivos da prova em função do mau tempo e a coincidência da única data disponível com o início do “feriadão do ano”.
Porém o público e os competidores responderam de forma diferente – três mil pessoas na arquibancada e mais de 100 competidores compareceram na competição que trouxe os melhores tempos até agora em Tarumã.
O tratamento na pista, aplicado duas semanas antes, o novo tratamento aplicado no dia 12 com o composto aderente especial da Luxcis e a condição geral da pista permitiram que muitos carros entrassem em marcas que pareciam impossíveis alguns meses atrás.
Esta condição trouxe a primeira grande disputa da noite – o prêmio de R$ 1.000,00 para o primeiro piloto que conseguisse superar a velocidade de 180 km/h nos 201m da reta de Tarumã.
Para surpresa geral, dois competidores já haviam superado esta velocidade durante as classificatórias – Rafael Andreis (Eclipse GSX) e Márcio “CPEL” Freitas (Fusca AP Turbo).
A regra para arrecadar o prêmio era simples – era necessário duas marcas acima de 180km/h para validar o recorde. A dupla de locutores de Tarumã fez seu trabalho e o público vibrava a cada passada destes competidores, que acabam sempre “dando na trave” – 178 km/h, 179km/h…
Até que chegou o TOP16, ambos pilotos nas primeiras posições. Márcio “CPEL” arranca e vence o Camaro V8 de Diego Zottis (atual líder do campeonato), mas não bate os 180km/h. O próximo é Rafael Andreis, que arranca e vence o carismático Fiat 147 Turbo da equipe Upgrade, mas também não supera a velocidade.
Nas quartas de final, todos de pé esperando o resultado – e Márcio vence o Chevette Turbo de Igor Mário Dias e leva o Fusca novamente à velocidade de 180km/h em apenas 201m e arrecada a premiação de R$ 1.000,00 que muitos acharam que ia durar umas três ou quatro provas.
Foi sua primeira vitória importante na noite – mas não a última.
A competição de verdade estava acontecendo naquele momento, e parar o carro para comemorar não era uma opção. Logo após, Andreis não se abalou e arrancou novamente vencendo seu duelo das quartas de final, contra Leandro Fraga.
Leandro não competia com seu Gol desde a prova de Guaporé em 2009, mais de um ano atrás. Porém voltou com força, vencendo o belo Chevette de Valdenir de Borba nas oitavas, com o tempo de 8,0 adiantado por uma boa reação.
Mas estes não eram os únicos competidores da noite - havia outros como Alexandre Kroeff, piloto do v8 mais rápido da Associação Desafio, que vem melhorando dois décimos por etapa e deixa todo mundo perguntando até onde ele vai.
O primeiro duelo das oitavas, contra o Voyage de Leandro Schultz, resultou em vitória para o V8. Nas quartas de final, Kroeff tem de enfrentar o experiente Dimas Lara, que como já é tradicional, estava pilotando seu Chevette.
No duelo da tração traseira, o Ford V8 aspirado leva a melhor em cima do Chevrolet Turbo – segue Kroeff.
O próximo adversário do Maverick, na semi-final, é o Eclipse de Rafael Andreis. O acelera foi acirrado:
Vídeo de Igor Grillo (www.nuautocustoms.com)
Kroeff pula na frente na reação, primeira marcha mantém a diferença com um ótimo tempo nos 20 metros iniciais.
Porém nem mesmo a marca de 7,5 segundos em 201m do V8 é suficiente para garantir a vitória. Da metade da pista em diante, o Eclipse fala mais alto e toma a liderança, conquistando a vaga para a final.
Na outra ponta, o finalista da ND2, Alex Machado vence a sua primeira disputa nas oitavas , se beneficia de uma queima dupla dos seus rivais nas quartas e se vê alinhado com o Fusca de Márcio “CPEL” na semi-final. Alguns problemas no carro de Alex no alinhamento obrigam o piloto a dar ré no carro e partir para o conserto ali mesmo, na pista.
O relógio rodando e a pressão das equipes adversárias e da torcida torna tudo mais difícil, mas mesmo assim Alex deixa o carro redondo e sem problemas para enfrentar o Fusca do CPEL.
O esforço entretanto não rendeu os frutos esperados e Márcio vence, mas não sem dar um show para a torcida, quase perdendo o controle do carro no final da reta, andando de lado a mais de 150km/h na reta de Tarumã. O resultado foi um enconstão na fotocélula externa que mede o tempo dos 100 metros.
Pior para o equipamento da cronometragem, mas o Fusca seguiu intacto para a final.
Na final, novamente os dois adversários se encontram – Márcio “CPEL” (Fusca AP Turbo) e Rafael Andreis (Eclipse GSX). O clima de tensão e os problemas no carro adiaram por cinco minutos o alinhamento dos carros.
Eventualmente, com a pressão da locução e da torcida, os competidores alinham – pista de cima para CPEL, pista do muro para Rafael Andreis. Todos esperando para ver a grande disputa da noite, os dois melhores carros lado a lado, como deve ser.
Na arrancada, Rafael se precipita e acaba queimando, melhor para CPEL, que só precisa completar os 201 metros para sair com a vitória.
CPEL, um estreante na AD, provou que tem talento, equipe e equipamento para vencer – vitória justa para o piloto mais rápido da noite.
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Muitos pilotos se destacaram na ND3, os resultados obtidos nesta prova não foram apenas recordes pessoais, eles embolaram o campeonata da AD, trocando as posições da liderança e mostrando que o piloto que é consistente e tem um equipamento sólido sempre é recompensado.
Clique aqui para ver a classificação do campeonato após a terceira etapa.
Três mulheres aceleraram na ND3, mostrando que a presença feminina dentro da pista é cada vez mais forte.
Vaniza de Almeida participa de sua terceira etapa em Tarumã, e após a ND3, quando venceu a 12,5s subiu diversas posições no campeonato:
Ketlen, da equipe Power Bass trouxe o seu Kadett Turbo para a pista:
E a outra estreante foi Sara Souza, que tomou coragem e acelerou com o seu Fiesta original, para conhecer a arrancada em Tarumã:
A Associação agradece a colaboração de seu pessoal e do Autódromo de Tarumã, este trabalho em conjunto permitiu um tratamento superior da pista, antes e durante a corrida, permitiu também melhorias no alinhamento – menos furos na fila, menor tempo de espera para acelerar e menos riscos de acidentes.
Os pilotos, que vieram de perto e de longe estão de parabéns, fizeram o melhor show possível para a arquibancada – que curtiu de perto uma noite inteira de aceleras e carros preparados, dos mais variados estilos.

Belo Fusca no TOP16, acabou queimando junto com seu oponente (Maxwel de Oliveira - também Fusca) nas oitavas.
Você pode saber mais sobre a Noite do Desafio 3 nos seguintes endereços:
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A próxima Noite do Desafio será especial, seguindo um pedido de muitos participantes, será uma rodada dupla, com corrida na sexta-feira e no sábado. Isto mesmo, dois dias de acelera e com as finais no sábado – mais detalhes em breve.





















































