Categoria ‘Cobertura’

ND6 – EXCEÇÃO DESAFIA A REGRA

19 de April de 2011

A meteorologia garantiu não apenas chuva, mas um temporal para sexta feira dia 15, a Noite da ND. Mais de um vídeo feito pelas empresas e entidades publicas de previsão do tempo circularam na internet pedindo que as pessoas ficassem em casa. O risco de temporais com raios durante a sexta seria enorme. Nada disso aconteceu.

Houve chuvas sim em varias regiões do estado, mas em Tarumã, não choveu. Na vizinha Gravataí, teve chuva em muitos bairros e em Tarumã tinha por do sol e moto treinando na pista para uma prova no final de semana. Sendo assim, a ND6 tinha de sair.

A partir das 6hs da tarde, quando começamos a acreditar que não choveria, os preparativos foram rapidamente implementados. A pista teve seus últimos retoques – fora pintada novamente durante a semana – e o VLU da Química LUXIS foi passado ate quase os 100mts. A cronometragem foi instalada pelo pessoal da Produpark, os testes foram feitos e as 8 da noite, tudo estava pronto para começar. Quase tudo… o pessoal que controla a pista atrasou por causa do seu jantar e não foi possível abrir o portão. A chuva também atrasou os pilotos, que as oito normalmente já estão ali, na boca do portão esperando, mas nesta sexta isso não aconteceu.

Com atraso ou não, os pilotos que são as principais figuras da festa começaram a chegar e antes das nove a pista já estava a pleno funcionamento. Como as inscrições já demonstravam, o nível médio dos carros é cada vez melhor. Não se trata de apenas um ou dois carros excepcionais e sim de um grupo de carros que são realmente velozes e estão evoluindo a cada prova. A diversidade modelos e preparações chama a atenção rapidamente a quem não esta acostumado as Noites do Desafio em Tarumã.

Desde o inicio, esta sexta em especial, mostrou uma característica que acabou por levar a uma das melhores disputas e competições que já ocorreram na ND. Não choveu, mas uma espécie de garoa fina, que deixava molhados os toldos das barracas e até os cabelos influía no desempenho na pista. E isso fez com que diferenças de até 0.5 (meio segundo) fossem “limadas” pelo bom desempenho dos pilotos que tiveram mais habilidade ou coragem para lidar com o problema.

As disputas foram ficando emboladas e quem conferir a lista de classificação vera justamente isso: tempos de pista diferentes entre os carros, mas tempos finais semelhantes (pista + reação) e um grande nivelamento. O público, mais uma vez deu mostra de seu carinho por Tarumã e pela arrancada. Desdenhou da chuva, das previsões e esteve lá enchendo a arquibancada e tapando com uma parede humana o muro dos boxes. Vibrou com as disputas e escolheu prefereridos.

A Associação Desafio entende e lamenta que boa parte do publico não possa ter ficado até o final pois a prova se estendeu demais. O publico de Tarumã e os pilotos merecem que trabalhemos com mais eficiência na próxima etapa.

Dificuldades técnicas deixaram o retorno dos carros muito lento e isso trouxe de volta a fila que não anda e os problemas de “furo” na ordem pelo impacientes. Este era um problema que aparentemente estava superado, mas voltou a ocorrer e teremos que dedicar mais esforço para superar na próxima etapa.

Uma marca desta ND, foi a visível melhora técnica dos carros. Já corriam mais de 5hs de prova e nenhum carro havia despejado óleo na pista. Era já um record extremamente positivo e se esfumaçou quando um competidor quebrou e derramou todo óleo do cambio do alinhamento até depois dos 201m. Foi uma pena.

Quarenta minutos foram gastos para limpar a pista que precisou ficar parada em seu momento de maior intensidade, justamente quando iniciaria o TOP16.

UM TOP – DOIS CAMPEÔES

Quem participou deste TOP16 poderá se lembrar para sempre dele como único. E assim vai ser, ele não se repetira jamais. Aconteceu nele uma coisa que sempre nos preocupou.

Como um piloto espera que um acidente em corrida nunca lhe aconteça, também nunca esperávamos ter um problema de cronometragem na final. É sempre necessário ter em conta que nem tudo sai como se quer ou mesmo como se prevê.

O fato é que este foi o TOP16 mais equilibrado e assim também o mais disputado dos últimos tempos. Ele será contado a seguir em outro tópico, com os detalhes, mas agora o mais importante é o seu final.

Dois carros se destacaram nesta etapa e estavam no topo da classificação: o fusca de Bráulio Rocha e o Chevette pilotado por Daniel Machado. Chegaram ao TOP com méritos e foram vencendo suas disputas contra carros com tempos mais baixos, mostrando determinação e eficiência, tudo que se espera em uma verdadeira drag race. Quem estava ali fora, resistindo ao adiantado da hora e na pista, viam, a cada vitória dos dois que sua empolgação crescia.

Chevette tubarão AP turbo de Daniel Machado - direto para a final em sua primeira participação na Noite do Desafio

A final era deles.

Equipe do Fusca AP turbo #33 de Bráulio Rocha, piloto de Viamão finalista do TOP16

Jogo de intimidação já no alinhamento – os dois querem vencer e não escondem – e quando cai o pinheirinho, vantagem pro Fusca, que sai de lado, Bráulio não se intimida e segue de pé embaixo. O Chevette sai um pouco atras, mas vai pra cima e recupera. Tarumã é um “calombo” e os carros vão desaparecendo dentro da noite e os olhos estão fixos no pinheirinho… e ele falhou!

Erros acontecem e este foi nosso.

A final foi apertada, Os dois tem convicção de que venceram. Não restou alternativa mais justa do que dividir o dinheiro do premio e declarar os dois campeões da ND6. A prova onde só um pode vencer, teve sua exceção a regra e ficou com dois vencedores, que sem duvida mereceram.

Também por respeito aos pilotos e por reconhecer que uma vitória é uma vitória, que não pode ser repetida , decidimos entregar aos dois o troféu “bielinha”, escultura billet, feita pela SmartTech.

Só vai demorar uns dias, por que, sendo exclusivo, vai precisar ser fabricado.

Fique ligado – resultados do campeonato, vencedores das classes de tempo, vídeos e cobertura completa do TOP16 em breve.

Vitória à 180km/h

22 de November de 2010

Quem esteve em Tarumã na Noite do Desafio 3 acompanhou a disputa mais feroz pela vitória já presenciada em competições da Associação Desafio.

Alguns poderiam apostar em uma noite fraca, após três adiamentos consecutivos da prova em função do mau tempo e a coincidência da única data disponível com o início do “feriadão do ano”.

Porém o público e os competidores responderam de forma diferente – três mil pessoas na arquibancada e mais de 100 competidores compareceram na competição que trouxe os melhores tempos até agora em Tarumã.

O tratamento na pista, aplicado duas semanas antes, o novo tratamento aplicado no dia 12 com o composto aderente especial da Luxcis e a condição geral da pista permitiram que muitos carros entrassem em marcas que pareciam impossíveis alguns meses atrás.

Esta condição trouxe a primeira grande disputa da noite – o prêmio de R$ 1.000,00 para o primeiro piloto que conseguisse superar a velocidade de 180 km/h nos 201m da reta de Tarumã.

Para surpresa geral, dois competidores já haviam superado esta velocidade durante as classificatórias – Rafael Andreis (Eclipse GSX) e Márcio “CPEL” Freitas (Fusca AP Turbo).

A regra para arrecadar o prêmio era simples – era necessário duas marcas acima de 180km/h para validar o recorde. A dupla de locutores de Tarumã fez seu trabalho e o público vibrava a cada passada destes competidores, que acabam sempre “dando na trave” – 178 km/h, 179km/h…

Até que chegou o TOP16, ambos pilotos nas primeiras posições. Márcio “CPEL” arranca e vence o Camaro V8 de Diego Zottis (atual líder do campeonato), mas não bate os 180km/h. O próximo é Rafael Andreis, que arranca e vence o carismático Fiat 147 Turbo da equipe Upgrade, mas também não supera a velocidade.

Chevrolet Camaro Z28 em frente ao público

Foto de Orlei Jr., confira mais em sua galeria!

Foto de Orlei Jr., confira mais em sua galeria!

Nas quartas de final, todos de pé esperando o resultado – e Márcio vence o Chevette Turbo de Igor Mário Dias e leva o Fusca novamente à velocidade de 180km/h em apenas 201m e arrecada a premiação de R$ 1.000,00 que muitos acharam que ia durar umas três ou quatro provas.

Foi sua primeira vitória importante na noite – mas não a última.

A competição de verdade estava acontecendo naquele momento, e parar o carro para comemorar não era uma opção. Logo após, Andreis não se abalou e arrancou novamente vencendo seu duelo das quartas de final, contra Leandro Fraga.

Leandro não competia com seu Gol desde a prova de Guaporé em 2009, mais de um ano atrás. Porém voltou com força, vencendo o belo Chevette de Valdenir de Borba nas oitavas, com o tempo de 8,0 adiantado por uma boa reação.

Foto de Orlei Jr., confira mais em sua galeria!

Leandro Fraga volta a acelerar com seu Gol - 8,0s de pista

Mas estes não eram os únicos competidores da noite -  havia outros como Alexandre Kroeff, piloto do v8 mais rápido da Associação Desafio, que vem melhorando dois décimos por etapa e deixa todo mundo perguntando até onde ele vai.

Voyage de Leandro Schultz, primeiro carro da foto

Foto de Orlei Jr., confira mais em sua galeria!

O primeiro duelo das oitavas, contra o Voyage de Leandro Schultz, resultou em vitória para o V8. Nas quartas de final, Kroeff tem de enfrentar o experiente Dimas Lara, que como já é tradicional, estava pilotando seu Chevette.

No duelo da tração traseira, o Ford V8 aspirado leva a melhor em cima do Chevrolet Turbo – segue Kroeff.

O próximo adversário do Maverick, na semi-final, é o Eclipse de Rafael Andreis. O acelera foi acirrado:

Vídeo de Igor Grillo (www.nuautocustoms.com)

Kroeff pula na frente na reação, primeira marcha mantém a diferença com um ótimo tempo nos 20 metros iniciais.

Porém nem mesmo a marca de 7,5 segundos em 201m do V8 é suficiente para garantir a vitória. Da metade da pista em diante, o Eclipse fala mais alto e toma a liderança, conquistando a vaga para a final.

Na outra ponta, o finalista da ND2, Alex Machado vence a sua primeira disputa nas oitavas , se beneficia de uma queima dupla dos seus rivais nas quartas e se vê alinhado com o Fusca de Márcio “CPEL” na semi-final. Alguns problemas no carro de Alex no alinhamento obrigam o piloto a dar ré no carro e partir para o conserto ali mesmo, na pista.

O relógio rodando e a pressão das equipes adversárias e da torcida torna tudo mais difícil, mas mesmo assim Alex deixa o carro redondo e sem problemas para enfrentar o Fusca do CPEL.

O esforço entretanto não rendeu os frutos esperados e Márcio vence, mas não sem dar um show para a torcida, quase perdendo o controle do carro no final da reta, andando de lado a mais de 150km/h na reta de Tarumã. O resultado foi um enconstão na fotocélula externa que mede o tempo dos 100 metros.

Pior para o equipamento da cronometragem, mas o Fusca seguiu intacto para a final.

Na final, novamente os dois adversários se encontram – Márcio “CPEL” (Fusca AP Turbo) e Rafael Andreis (Eclipse GSX). O clima de tensão e os problemas no carro adiaram por cinco minutos o alinhamento dos carros.

Eventualmente, com a pressão da locução e da torcida, os competidores alinham – pista de cima para CPEL, pista do muro para Rafael Andreis. Todos esperando para ver a grande disputa da noite, os dois melhores carros lado a lado, como deve ser.

Na arrancada, Rafael se precipita e acaba queimando, melhor para CPEL, que só precisa completar os 201 metros para sair com a vitória.

CPEL, um estreante na AD, provou que tem talento, equipe e equipamento para vencer – vitória justa para o piloto mais rápido da noite.

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Muitos pilotos se destacaram na ND3, os resultados obtidos nesta prova não foram apenas recordes pessoais, eles embolaram o campeonata da AD, trocando as posições da liderança e mostrando que o piloto que é consistente e tem um equipamento sólido sempre é recompensado.

Clique aqui para ver a classificação do campeonato após a terceira etapa.

Três mulheres aceleraram na ND3, mostrando que a presença feminina dentro da pista é cada vez mais forte.

Vaniza de Almeida participa de sua terceira etapa em Tarumã, e após a ND3, quando venceu a 12,5s subiu diversas posições no campeonato:

Ketlen, da equipe Power Bass trouxe o seu Kadett Turbo para a pista:

E a outra estreante foi Sara Souza, que tomou coragem e acelerou com o seu Fiesta original, para conhecer a arrancada em Tarumã:

A Associação agradece a colaboração de seu pessoal e do Autódromo de Tarumã, este trabalho em conjunto permitiu um tratamento superior da pista, antes e durante a corrida, permitiu também melhorias no alinhamento – menos furos na fila, menor tempo de espera para acelerar e menos riscos de acidentes.

Foto de Orlei Jr, confira mais em sua galeria!

Os pilotos, que vieram de perto e de longe estão de parabéns, fizeram o melhor show possível para a arquibancada – que curtiu de perto uma noite inteira de aceleras e carros preparados, dos mais variados estilos.

Foto de Orlei Jr., confira mais em sua galeria!

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Equipe Litoral Turbos, representando o litoral norte do RS

Pasa, o homem show - sem medo de acelerar

Belo Fusca no TOP16, acabou queimando junto com seu oponente (Maxwel de Oliveira - também Fusca) nas oitavas.

Você pode saber mais sobre a Noite do Desafio 3 nos seguintes endereços:

1320ft

402m

E pode conferir as imagens em nossa galeria de fotos, clicando aqui.

Para os tempos dos competidores, clique aqui.

A próxima Noite do Desafio será especial, seguindo um pedido de muitos participantes, será uma rodada dupla, com corrida na sexta-feira e no sábado. Isto mesmo, dois dias de acelera e com as finais no sábado – mais detalhes em breve.


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