AD: A AD desenvolveu e implantou o sistema de classes de tempo, que hoje é utilizado no Velopark com grande sucesso, atraindo uma média de 150 carros por evento, em sua maioria carros que nunca antes haviam dado as caras em uma pista de arrancadas. Hoje vemos esse pessoal empolgado, fazendo upgrades nos carros, afinando o acerto e baixando seus tempos, tanto em Santa Cruz do Sul como no Velopark. Que avaliação faz a FuelTech sobre o sistema de tempos?
Anderson: Acho que é a melhor solução para unir diferentes carros em condições de igualdade em uma categoria, pois a divisão em categorias por especificações técnicas está sendo prejudicada pelo baixo numero de carros por categoria e pelo numero muito grande de categorias, sendo esta divisão por tempos uma maneira de unir a todos, ótima iniciativa!
AD: E pessoalmente, enquanto participante das provas com o Calibra, o que você acha desse sistema?
Anderson: Acho legal, meu objetivo é entrar na casa dos 11 segundos sem aliviar o peso do carro, e competimos com preparações das mais diversas e com resultados parecidos!
AD: Entre os associados AD, temos diversos projetos de vários níveis, desde o 147 1300 fiasa turbo, montado por dois advogados com a ajuda dos amigos, passando por carros como o Astra 888 que já é um projeto mais complexo, com mais de 500 cv, até o eclipse GSX da equipe Sprint/Kebek/Dalia/Tubolândia que é um carro que busca a competitividade na casa dos 9 segundos. Todos esses carros e muitos outros que tem sido construídos para participar da AD, desde 2006 estão usando ou almejando usar equipamentos FuelTech. Então vem a pergunta: Vale à pena patrocinar a AD? Tem sido um bom negócio para a FuelTech?
Anderson: Com certeza, hoje possuímos não só clientes na AD, mas formadores de opinião, pois sabemos que vale muito mais do que uma propaganda, uma parceria onde os usuários estão satisfeitos e fazem a melhor propaganda, que é a indicação.
AD: Você já esteve em alguns jantares da AD, já participou como piloto em algumas provas e também já organizou duas vezes o GP FuelTech, com participações da AD. Como você percebe a nossa contribuição para a cena da arrancada?
Anderson: Basta dizer que onde a AD participa, é a responsável em geral pelo maior numero de carros do evento!

Concentração da AD para o Open Day Velopark de 12/07/08
Anderson: Já vejo em outros eventos o mesmo formato sendo utilizado, os proprietários de carros de rua estão cada vez mais acreditando e indo para as pistas, isso é um sinal de que a idéia é ótima.
AD: Assim como você viaja por todo o Brasil, viaja também para os “states”, terra da arrancada. De que forma é possível comparar a cena dos “compact” norte-americanos com a nossa arrancada, em termos de carros, competição e mercado?
Anderson: Tive a sorte de conhecer pessoas importantes na arrancada americana, entre eles, Gary Kubo, marido da famosa piloto de arrancada Lisa Kubo (aliás, vai uma dica aqui, acessem o site pessoal da Lisa Kubo e leiam a história dela, http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=40871826, é incrível, mas o Gary hoje é o chefe de equipe do Scion PRO-FWD de Chris Rado (este cara é fera também), e é um dos criadores da arrancada nos Estados Unidos.
Em outurbo de 2007, numa prova da NHRA Sport Compact em NY, tivemos a oportunidade de conversar com ele bastante sobre o passado, presente e futuro da arrancada nos Estados Unidos, mostramos a ele o crescimento da arrancada aqui no Brasil e ele se mostrou bastante preocupado com a arrancada nos Estados Unidos, quis nos dar dicas de como evitar que no Brasil a arrancada decaísse como estava acontecendo nos Estados Unidos, e do que ele falou, o principal foi que os regulamentos muito liberados prevaleceram as pessoas com mais condições financeiras, mas que muitos desses pilotos com muitas condições eram jovens e sem muito vinculo solido com a arrancada, e que após o ápice de 2004, começou a decair, diminuindo o numero de carros e naquele evento haviam categorias como a PRO-RWD apenas com 3 carros.
Infelizmente após isso, a NHRA Sport Compact fechou e foi passado a NOPI estes compactos e esta também foi fechada agora a pouco tempo, com isso restou apenas a Battle of the Imports (http://www.battleoftheimports.com/) como campeonato para estes compactos. Claro que a crise financeira nos Estados Unidos e diversos outros fatores contribuíram negativamente, mas ele acredita que este foi um dos principais. Acredito este ser mais um motivo para incentivar a arrancada nos padrões por tempo aqui no Brasil, com cada vez menos categorias a fim de proporcionar condições para todos competir e motivar a todos por ter um grid cheio na sua categoria.
AD: A novidade quente do momento é a instalação dos produtos FuelTech no Honda da Jay Cee Enterprises, na Califórina. Esse acontecimento de um certo modo, vem como resposta aos críticos de plantão e à todos aqueles que menosprezam indiscriminadamente o produto nacional de performance frente ao importado. Tenho certeza de que isso causa orgulho aos consumidores FuelTech e até aumenta a auto-estima do nosso mercado de performance. Mas os produtos usados no CRX de Jack Sacchette são idênticos aos comercializados aqui? Os mesmos que usamos nos nossos carros?
Anderson: Realmente ficamos muito felizes com o sucesso deste teste, pois também concretizamos ainda mais a analise de que possuímos um produto único e muito completo, pois mesmo com todas as injeções disponíveis no mundo (teve propostas de patrocínio da AEM por exemplo), o nosso produto foi o que mais agradou ao Jack Sacchette, por um fator muitas vezes até já esquecido por nós que estamos tão acostumados com a FuelTech, a simplicidade eficiente. A única diferença no equipamento utilizado nos Estados Unidos foi a versão do programa em Inglês, sendo exatamente a RacePRO-1Fi. Outro produto que agradou e muito foi o WB-o2 Datalogger, agora também com versão em Inglês, também pela facilidade e qualidade, pois mesmo possuindo um sistema completo da RacePak americana, de excelente qualidade, preferiu o nosso pela simplicidade e modo fácil de visualização.

CRX da Jay Cee Engineering
AD: A FuelTech é a número 1 em injeções programáveis no Brasil e também tem atuação na Argentina. Seria esse um primeiro passo para a empresa entrar de vez no mercado norte-americano?
Anderson: Já há anos estamos estudando a entrada no mercado americano, além do carro do Jack Sacchette existe um VW Voyage AP 16V aspirado de circuito em Orlando andando entre outros. Descobrimos que o mercado americano está carente de equipamentos como o nosso, o trabalho vai ser feito de forma sólida e consistente, como foi e está sendo feito no Brasil desde o principio. Já recebemos diversos contatos de outros pilotos e equipes sobre os equipamentos, esperamos em breve anunciar mais resultados!
AD: A competição no mercado nacional também está aumentando. Quais são as estratégias da Fueltech para manter sua liderança? Que novidades podemos esperar para um futuro próximo?
Anderson: Buscamos sempre a satisfação dos nossos clientes, seja pelo atendimento e pós-venda, mas também pelo desenvolvimento de produtos e soluções inovadoras, estamos sempre desenvolvendo novas funções e produtos, por exemplo agora, estamos finalizando uma atualização na RacePRO-1Fi na qual será possível controlar a pressão de turbo por RPM, podendo-se ajustar exatamente a pressão de turbo em todas as faixas do motor; também o controle de bomba elétrica de combustível temporizado, o controle de comando de válvulas variável, como o VTEC por exemplo, e o principal: um controle de injeção de Nitro progressivo, com mapeamento por RPM, ativação acima de determinada % de TPS e com correção da mistura e do ponto, isso tudo na própria RacePRO-1Fi, como atualização gratuita. Nosso WB-o2 Datalogger também está com diversas novidades, sempre criando funções que facilitem, além do tempo real, temos agora como traçar o controle de tração nele e estão por vir mais novidades (vale a dica também de baixar o software no link e fazer um test drive: http://www.shost.com.br/fueltech/SetupDatalogger_2.21_webinstall.exe).
AD: Concluindo… Sabemos que você é um apaixonado por arrancada. Como serão as suas próximas participações na pista: Com novos upgrades no Calibra, ou vai pintar mais um 4×4 no pedaço?
Anderson: Meu Calibra é minha paixão também, sei do potencial do carro, mas sei também que os resultados só vem com muito trabalho, o objetivo é entrar nos 11s com os 1420kg do carro, pneus de rua e ainda continuar andando na rua, portanto, o desenvolvimento continua! Agradeço muito a AD, e conto com a presença de todos no GP FuelTech em Santa Cruz do Sul nos dias 20 e 21 de setembro!

O impecável Calibra de Anderson Dick







